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2018: a morte das Mídias Sociais como conhecemos.

O portal Medium publicou um artigo, recentemente, com o polêmico título “2018: o Fim da Mídia Social como Conhecemos”. De acordo com o autor, os adolescentes estão consciente do seu vício em celulares e excesso de tempo gasto em aplicativos e tentam mudar esses hábitos, principalmente, saindo de plataformas de massa como Facebook, Twitter e Instagram. A preferência seria por plataformas de nicho e, o artigo cita, YouTube e Snapchat como espaços que sairiam em vantagem na preferência desses jovens.

A MORTE DA CONFIANÇA NAS MÍDIAS SOCIAIS

O texto inicia falando da “morte de confiança nas mídias socias” e que o Vale do Silício, centro de tecnologia onde estão grandes empresas da área de mídias sociais, também sofre um êxodo de startups que deixam o ambiente tão sonhado fugindo dos custos proibitivos atuais. A China é citada como uma concorrente com aplicativos que ainda vão atingir a idade de ouro e alguns, como o WeChat, que substituem Whatsapp, Instagram e Facebook juntos.   

Uma mudança de comportamento justificaria a morte das mídias sociais no formato atual: os Millennials (pessoas nascidas a partir da década de 80) e a Geração Z (entre 11 e 18 anos) estão amadurecendo e ficando saturados com o consumo em excesso de mídias sociais, como apresentadas. Essa geração não estaria mais propensa ao atual modelo de algoritmo e de conteúdos pessoais, notícias e spams misturados. O consumo de conteúdo “vídeo first”, que prioriza a visualização de vídeos, também é citado como uma mudança drástica no formato de conteúdo e o Snapchat estaria pronto para crescer ainda mais rápido que o Instagram entre os adolescentes.

O Facebook estaria tentando rebater esse problema de confiança, mas de acordo com relatórios semestrais do CMOs, os gastos com mídia social representam 13,8% do orçamento total de marketing das marcas. No entanto, um terço das marcas nem poderia provar o ROI dele, sendo os gastos um grande desperdício já que apenas 24,7% dos profissionais de marketing diziam ser capazes de provar o impacto quantitativo desse investimento. Existiria uma falta de alinhamento entre a publicidade digital e os consumidores, com experiências obsoletas e sem inovação.

Seguindo a lógica da falta de sincronia entre os consumidores e os anúncios, o artigo cita que empresas como Facebook e Google enganam pequenos negócios que buscam atingir o seu público-alvo utilizando essas plataformas. Pontua ainda que o Twitter, apesar da diminuição do número de usuários, voltou à tona por se destacar nos anúncios.
 
PARA ONDE IREMOS COM A MORTE DAS MÍDIAS SOCIAIS?

A pergunta “Para onde iremos depois das mídias sociais?” não é respondida, isso  ainda não estaria claro. Apesar de ser visível a existência de um vício em aplicativos de dispositivos móveis, as mídias sociais “tradicionais” não estariam mais prendendo nossa atenção como acontecia no passado. Na contramão desse panorama, o artigo aponta que as marcas estão dispostas a gastar ainda maiores fatias do seu orçamento em mídia social, já que não haveria mais para onde ir.

As marcas estariam apenas dando dinheiro para o Facebook e Google. O texto fala que os anúncios passam despercebidos e que os bloqueadores de anúncios estão no auge e que os influenciadores (muito utilizados no Instagram como estratégia) seriam mais um mercado de spam.

O texto traz um cenário nada favorável em que as marcas estão superestimando “comunidade” e “influenciadores” e lidando com métricas de vaidade que nem seriam reais.

“Dois milhões de pessoas com menos de 25 anos deixarão de usar a rede social este ano, previu a firma de pesquisa eMarketer. Pela primeira vez, a maioria dos usuários de internet dos EUA entre 12 e 17 anos não usará o Facebook uma vez por mês este ano.”

Para finalizar, o artigo diz que Google e Facebook seguem perdendo muito espaço. A Amazon, por exemplo, teria um jogo mais direto ao consumidor e poderia ficar com a receita de anúncios do Facebook e do Google. O Facebook não teria chance com as gerações mais jovens, o Instagram seria mais um brinquedo para compartilhar experiências do que um portal para os consumidores. Conclui refletindo que, o modelo de negócios da mídia social não levou a lugar nenhum para os consumidores ocidentais. Foi uma fraude de publicidade. Um beco sem saída digital.

AS MÍDIAS SOCIAIS MORRERAM NO BRASIL?

Trazendo o olhar para uma realidade mais local, é inegável que o Brasil é um país que consome muita mídia social e que essa realidade trazida no texto ainda nos parece bem distante, mas precisamos pensar que as mudanças acontecem em velocidade cada vez maior e, apesar, da polêmica, muitos pontos trazidos no texto devem ser considerados. As mídias sociais tradicionais  não são mais novidade para gerações entrantes de consumo do ambiente digital e precisamos acompanhar as mudanças de comportamento dos consumidores para garantir que nossa estratégia permaneça alinhada com as necessidades do nosso público e precisamos saber em quais redes sociais ele está.

As pesquisas no Brasil costumam indicar que as midias sociais ainda dão resultados, mas é inegável que muitas empresas estão iludidas com a métricas da vaidade e não estão se preparando para mudanças que podem vir, em breve.

Para ficar mais preparado, leia nosso artigo sobre "O futuro das Redes Sociais e seu papel no Marketing". 

Fonte do artigo original: https://medium.com/futuresin/2018-is-the-end-of-social-media-as-we-know-it-1e5658f41a5 
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