Marketplace x Loja Virtual: diferenças e vantagens

O comércio eletrônico, hoje, é abrangente. Você encontra todo tipo produto ou serviço praticamente sem dificuldade.Desde os físicos, que podem ser comprados pela internet e entregues ou retirados numa loja, presencialmente, até os digitais, que podem ser baixados em um dispositivo ou utilizados por meio de login e senha.

As vendas on-line facilitam e muito a vida do consumidor. Entretanto, a prática do e-commerce tem trazido vantagens para o lojista também. Uma delas é que a necessidade de contato frente a frente com o cliente acaba. Outra é que os gastos, que costumam ser altos no caso de uma loja física, diminuem.

Então, existem boas chances de sucesso para um empreendedor que está começando a atuar na rede mundial. E isso não precisa ser difícil. Atualmente, o comércio eletrônico permite múltiplos canais e diferentes formatos.

Estes canais ganharam bastante variedade. Até via WhatsApp é possível processar vendas e concluir transações financeiras. Mas os mais populares ainda são as lojas virtuais e os marketplaces.

Neste post, vamos falar das diferenças, vantagens e sobre como obter seu próprio comércio virtual, tanto se você escolher um marketplace quanto um e-commerce. Acompanhe!

O que é marketplace?
O jeito mais fácil de aplicar este termo, que em português significa “mercado”, é fazendo uma comparação com um shopping center físico. É um espaço único onde muitos clientes e lojistas se encontram para negociar. Na internet, se trata de um portal onde estão disponíveis diversos produtos, ofertados por diferentes comerciantes.

Este formato é bem dinâmico. Ele facilita a comparação entre preços por parte dos clientes. E estes shoppings virtuais são, da mesma maneira, vantajosos para os lojistas, porque permite uma ampla divulgação, como em uma vitrine.

Um dos mais conhecidos exemplos de marketplace é o OLX. O objetivo dele é conectar vendedores e compradores de todo tipo de produtos ou serviços, novos ou usados. A característica principal dos marketplaces é que, embora haja diversas lojas atuando, nenhum dos comerciantes que anunciam seus produtos ali é o proprietário do espaço.

O que é uma loja virtual?
A principal diferença de uma loja virtual para uma física é que todo o contato do cliente com o estabelecimento acontece por meio de um dispositivo, seja fixo ou móvel. No comércio virtual, os produtos, serviços e respectivos preços precisam estar todos cadastrados em uma plataforma, que é onde ocorre toda a jornada de compra.
Não há vendedores fazendo um intermédio entre cliente e estabelecimento. O próprio visitante navega nas páginas, que contém imagens e descrições completas sobre a mercadoria. Quando ele clica em cima da foto de um produto, ele tem acesso a mais detalhes, e eles incluem preço, especificações técnicas, bem como outras informações relevantes.

Os consumidores, ao escolherem os itens, vão adicionando-os a um carrinho virtual. Ao final, eles deverão selecionar um método de pagamento e indicar um endereço para receber as compras, que deverão chegar em pouco tempo.

Quais as principais diferenças entre e-commerce e marketplace?
Resumidamente, podemos dizer que são modelos de negócios diferentes. Enquanto o marketplace se assemelha a um shopping center, em que os lojistas estão todos em um único espaço, o e-commerce é um portal particular, em que há uma estrutura própria.

Uma diferença crucial está na imagem que cada método de venda passa ao consumidor. O marketplace é ideal para os vendedores menos experientes, enquanto as lojas virtuais próprias aparentam mais profissionalismo e tradição.

De toda forma, você pode usar os dois. É até recomendável que você tenha a sua loja virtual como ponto principal de vendas, mas também faça parte de um “shopping” na internet, como uma plataforma secundária.

Para entender ainda melhor as diferenças, acompanhe a partir de agora as principais vantagens e pontos de atenção que cada uma das modalidades oferece.

Quais as vantagens do marketplace?
Muita gente que está começando a vender pela internet procura informações sobre os marketplaces, se eles são vantajosos ou não. Veja a partir de agora quais os benefícios deste formato de venda.

Visibilidade
Como concentra uma enorme quantidade de produtos diversos, muitos tipos diferentes de público são atraídos ao marketplace. Por isso, o comerciante garante um aumento da visibilidade e tem a chance de ganhar ainda mais clientes.
Retenção

Geralmente o público, em especial os mais jovens, se encantam por diversidade. No mundo físico, são aquelas pessoas que frequentam um shopping center só porque gostam de ver a variedade de itens. Esta multiplicidade, nos marketplaces, faz com que os visitantes passem mais tempo no site. Além disso, é prático fazer todas as compras em um único local e fazer apenas um pagamento.

Investimento em marketing
Muito embora seja um aspecto muito importante para promover o negócio, o custo em marketing não precisa ser tão alto quando se usa um marketplace, porque a plataforma, que por si só já chama os consumidores, oferece um espaço para mostrar os produtos e efetuar vendas.

Canal complementar
É claro que você pode optar por vender tanto em um marketplace quanto em um e-commerce particular. Mas a primeira tende a atingir um público maior, porque é direcionado a todo tipo de cliente com a intenção de adquirir alguma coisa.

Facilidade para quem está começando
Quem não tem experiência no comércio on-line mas ainda não desenvolveu um site próprio para isso, pode começar pelos marketplaces, que não exigem tanto conhecimento, mas apenas algum planejamento estratégico. Os shoppings virtuais eliminam a necessidade de uma grande estrutura logo no início.

Alcance
A OLX, para citar um exemplo, recebe quase 20 milhões de acessos por dia. Um site próprio sem dúvida será muito menos visitado, por ser mais difícil de encontrar. Então, o marketplace, junto com a visibilidade, aumenta também o alcance da sua loja, mesmo sem grandes investimentos em publicidade.

Simplicidade técnica
Para anunciar em um marketplace, tudo que é preciso fazer é um cadastro para criar o pefil do vendedor. Depois, é só fazer o upload das imagens e inserir as informações sobre os produtos. É mais fácil do que o desenvolvimento de um site próprio, que geralmente exige algum conhecimento técnico, como códigos, protocolos de segurança e integrações. 

O marketplace apresenta desvantagens?

Não são exatamente desvantagens, mas são aspectos que demandam atenção especial:

Utilização de uma plataforma confiável
Embora as mais conhecidas apresentem estabilidade e um bom suporte, procure sempre ficar atento à qualidade delas, ou seja, evite as que caem com frequência e não disponibilizam canais de atendimento diversos. Você precisa confiar no shopping virtual onde pretende anunciar.

Atenção à segurança
Por falar em confiar, saiba que os marketplaces prezam muito a segurança para os clientes ao comprar. As plataformas costumam praticar um prazo de pagamento que pode atingir até 45 dias depois da entrega do pedido, para garantir que ele chegue ao consumidor. Só depois disso é que o pagamento é liberado.

Cobrança de taxas
 Assim como acontece com um shopping center físico, os lojistas pagam comissões à plataforma. Eles concordam, ao se cadastrarem, com as políticas do marketplace e se sujeitam aos custos envolvidos.

Concorrência
Lembre-se que há muitos outros lojistas que oferecem os mesmos produtos na plataforma. Portanto, a concorrência também existe na internet. É bem fácil para o usuário escolher um outro vendedor, caso não encontre exatamente aquilo que está procurando.

Falta de identidade visual
O espaço comercial não pertence a nenhum dos anunciantes. Por isso, o layout, as cores e os formatos são herdados da plataforma e você não consegue personalizar, o que é mais fácil quando se tem um e-commerce próprio.

Vantagens do e-commerce
Já que estamos falando em sites próprios, vamos analisar alguns dos benefícios em desenvolver um site específico para sua empresa:

Disponibilidade
No e-commerce você vende seus produtos a qualquer momento e em qualquer dia. Normalmente estão disponíveis 24 horas por dia e 7 dias por semana, não importa se é feriado ou fim de semana. E esta disponibilidade não custa nada a mais. Numa loja física, atender dessa forma demandaria mais despesas: horas extras, funcionário e outras ainda. Aqui o que vale é a conveniência do consumidor: ele compra o que e quando quiser.

Informações
Os consumidores desejam descrições precisas sobre os produtos que pretendem adquirir. Elas incluem marca, modelo, dimensões e especificações técnicas. Os e-commerces contam com mais espaço para isso do que os marketplaces. É interessante se o site permitir que o cliente deixe comentários e avaliações, já que, muitas vezes, influenciam a decisão de outros.

Custo operacional
Como já destacado, o investimento em publicidade é menor em um marketplace. Mas isto também é verdade quando se compara um e-commerce a um estabelecimento físico. O lojista virtual economiza com aluguel, funcionários, impostos, infra-estrutura e mais diversos custos. Isto abre espaço para descontos atrativos ao consumidor.

Controle
O site próprio permite verificar o andamento do negócio e controlar os resultados. As ferramentas de análise de sistema desempenham este papel. Um exemplo é o Google Analytics, gratuito.

Com ele, você conhece o número de vendas em determinado período, perfil dos clientes, horários em que as vendas são efetuadas, receitas, dentre outros dados. São importantes para entender o comportamento de compra, as necessidades e os anseios do público. 

O que é preciso saber sobre o e-commerce?
Similar ao marketplace, os e-commerces precisam de atenção nos seguintes detalhes:

O emocional do consumidor
Um cliente ansioso para receber o produto adquirido tem dificuldade em esperar. Assim, ele espera que o item seja entregue o quanto antes. Se ele julgar que está demorando demais, ele pode cancelar o pedido ou deixar de recomendar a sua marca. Informe no seu e-commerce o status do pedido e procure agilizar as entregas.

Insegurança
Alguns podem não se sentir à vontade para fornecer dados pessoais ou bancários, como número de cartão de crédito e código de segurança. Isso sem falar no medo de pagar e não receber. Por isso, o lojista deve se preocupar em usar protocolos de segurança, a fim de assegurar a idoneidade do site.

Falta de pontualidade
Poucas coisas irritam mais um cliente do que os prazos não cumpridos. É verdade que nem sempre o atraso é culpa da loja. Porém, organização e uma boa logística são fundamentais. Este cuidado atrai clientes novos e fideliza os antigos.

Que tendências há para os marketplaces?
O número de empresas que passaram a atuar como marketplaces aumentou desde 2017. Começando com a Amazon, que até então vendia apenas livros e produtos exclusivos, hoje é um grande shopping virtual que oferece smartphones, câmeras e outros eletrônicos.

A tendência é que mais organizações iniciem as atividades como marketplaces, com o apoio de uma grande massa de lojas parceiras.

E o surgimento de novos marketplaces vai popularizar esse formato de comércio ainda mais entre os lojistas. Ao mesmo tempo que ocorre um aumento na concorrência, mais pessoas serão trazidas ao shopping virtual e a probabilidade de fechar vendas cresce para todo mundo.

E para os e-commerces?

A mais curiosa talvez seja o recommerce. É, para simplificar, a revenda de itens já usados. Agora a sustentabilidade ganhou muita importância. Então, a ideia é utilizar um produto até o fim de sua vida útil, mesmo que não seja por um único dono, diminuindo os impactos ambientais quando o material for descartado.

Os chatbots não são exatamente uma tendência, mas o investimento na sofisticação dessa ferramenta vai aumentar. Também vem aí a popularização das compras por voz e conversação, usando canais como o Facebook Messenger, o Whatsapp e tecnologias de voz, como a Alexa e a Siri.

O que é melhor, então?
Na verdade, não existe um formato melhor. Ambos podem e devem ser usados, mas em situações diferentes. Se você está começando e quer testar o comércio eletrônico, faz bem em usar um marketplace.

Agora, caso já tenha experiência e queira expandir os negócios, use também um site particular. O melhor momento para abrir um e-commerce é quando você já estiver formando uma carteira de clientes, para que você seja buscado e encontrado no Google a fim de que os seus produtos tenham saída.

Então, procure primeiro se estabelecer e ter vendas regulares nos marketplaces para depois desenvolver seu e-commerce. Depois disso, mantenha os dois modelos de negócio, para que você tenha mais divulgação e, consequentemente, vendas fechadas.
 
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